XV Seminário de Pesquisa FESPSP
Escolha uma ou mais oficinas temáticas para participar. As oficinas acontecem nos dias 04, 05 e 06 de novembro de 2026, das 16h às 18h.
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A Cidade Também Lê é uma oficina interdisciplinar que propõe compreender a cidade como um espaço de produção e disputa de narrativas. A partir da observação de placas, grafites, pichações, propagandas, cartazes e outros elementos urbanos, os participantes serão convidados a refletir sobre quem pode falar, quem é ouvido e quais vozes permanecem invisibilizadas no espaço público. Em seguida, transformarão suas percepções em poemas, frases, desenhos, microcontos e outras produções, que formarão coletivamente o painel A Cidade que a Gente Quer Ler. A proposta aproxima literatura, arte urbana e cidadania, estimulando a leitura crítica do cotidiano e a participação dos jovens na construção simbólica dos espaços que habitam.
A oficina tem por objetivo aprimorar o atendimento a pessoas com deficiência, oferecendo informações que valorizem práticas atitudinais. A oficina apresentará conceitos e contará com práticas e orientações de atendimento.
A oficina desenvolve um panorama evolutivo da catalogação descritiva a partir do século 19 aos novos princípios internacionais de catalogação e os modelos conceituais (FRBR/LRM) atuais; bem como a sua assimilação pelo RDA/MARC21 bibliográfico para aplicação na representação. Destaque às Entidades e Relacionamentos e respectivos atributos que reconfiguram a descrição e se submetem às tarefas dos usuários. Além de fornecer uma percepção da codificação dos registros no MARC 21 Bibliográfico, apresenta-se uma introdução ao BIBFRAME.
A oficina propõe uma conversa sobre a não separação entre corpo e palavra, partindo da compreensão de que a linguagem não é fixa ou neutra, mas uma construção que pode ser deslocada, reinventada e ampliada. A partir de provocações sobre linguagem, poesia e corpo, a oficina propõe pensar a escrita como uma prática que não está separada da vida. Nesse sentido, será utilizada a noção de escrevivência, de Conceição Evaristo, como uma das referências para pensar escritas dissidentes e as relações entre experiência, memória, corpo e linguagem.
Em oficina participativa faremos uma rodada de apresentações breves, com acolhimento e partilha (20min). Iniciaremos escritas particulares de memórias individuais com objetivo de compreender pertencimentos e trabalhar ânsias identitárias (20min). Após faremos dinâmica de grupo com símbolos adinkras e com artes indígenas e breve reflexão sobre o conceito de Miscigenânsia (Vieira, 2025) e da Agência radical-transformadora (Stetsenko, 2023) (30min). E por fim faremos roda de escuta e debates sobre construção coletiva de ações antirracistas (40min). Haverá uma pesquisa de devolutiva e avaliação para responderem ao final (10min).
Esta oficina propõe uma aproximação metodológica sobre as distintas fontes e formas de estudar o papel definidor que o jornalismo internacional teve sobre a diplomacia do período da Guerra Fria tardia. Apresenta-se como a figura do correspondente internacional atuou sobre a práxis jornalística naquele período, utilizando como ambiente de estudo a América Latina e sua relação com a política externa dos Estados Unidos. Ambiciona-se ampliar a base teórica para estudos deste tipo de fonte documental e apresentar uma interpretação benjaminiana do papel destes profissionais. Demonstra-se também como a mídia internacional serviu de termômetro moral em distintos momentos para as políticas externas das ditaduras do Cone Sul.
Grande parte da produção científica brasileira é inacessível ao público não especializado, o que demonstra uma distância entre universidade e sociedade, comprometendo o impacto social da pesquisa. A oficina apresenta os princípios e diretrizes da Linguagem Simples (Plain Language) como ferramenta metodológica para tradução e adaptação de resultados científicos em formatos compreensíveis, sem perda de rigor técnico. Serão abordados: fundamentos e evidências internacionais sobre linguagem simples e acesso à informação; técnicas de reescrita de resumos, títulos e comunicados científicos; e critérios de avaliação de clareza textual. A sessão combina exposição teórica breve com exercício prático de reescrita, com devolutiva coletiva.
A oficina apresenta os fundamentos da neuropolítica e sua aplicação na compreensão do comportamento eleitoral. Serão abordados conceitos de neurociência aplicada à política, com foco em como processos não conscientes influenciam percepções sobre candidatos, lideranças e mensagens políticas. Os participantes conhecerão técnicas de neurometria, especialmente o uso de eletroencefalografia (EEG), para mensurar atenção, engajamento emocional, aproximação e rejeição. A atividade incluirá a apresentação de estudos de caso realizados no Brasil, demonstrando como indicadores neurofisiológicos podem complementar pesquisas de opinião tradicionais. Ao final, os participantes serão capazes de compreender os principais métodos da área, interpretar resultados e discutir suas contribuições, limitações e implicações éticas para a democracia.
A oficina propõe uma reflexão coletiva sobre a população em situação de rua a partir das dinâmicas do centro de São Paulo, compreendendo-a como um grupo heterogêneo que ocupa logradouros públicos e serviços de acolhimento e estabelece diferentes relações com o território e com as políticas públicas. Destinada a estudantes, pesquisadores e profissionais que atuam com essa população, a atividade abordará as redes de proteção social, saúde, habitação, trabalho e renda, seus limites, articulações e possibilidades. Ao final, os participantes construirão coletivamente um mapa da rede de cuidados, identificando atores, conexões, lacunas e possibilidades de articulação no território.
Esta oficina tem como objetivo realizar o playtest externo de um boardgame em desenvolvimento, proporcionando aos participantes a oportunidade de conhecer, experimentar e contribuir ativamente para o aprimoramento do projeto. Durante o encontro, serão apresentadas a narrativa, as mecânicas, os objetivos e os principais elementos do jogo, seguidos de uma sessão prática de teste. O playtest é uma etapa fundamental do processo de desenvolvimento de jogos. Ao final da sessão, os participantes serão convidados a compartilhar percepções, sugestões e feedbacks, contribuindo para a identificação de pontos fortes e oportunidades de melhoria.
Essa Oficina pretende apresentar os diferentes Sistemas de Informação da APS (Atenção Primária à Saúde) e como obter informações sobre alocação de recursos para os municípios brasileiros.
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