Grupos de Trabalho
São 15 GTs disponíveis para submissão de resumos. As inscrições estão abertas de 08/06 a 18/09/2026. Cada proposta pode ter até 4 autores(as), de graduandos(as) ao doutorado.
Cronograma por Sessão
Confira abaixo todos os GTs organizados por dia e turno. Clique em qualquer GT para ver sua ementa completa.
Modelos Conceituais, Metadados, Ética e Tecnologias emergentes em Bibliotecas
Os ambientes nos quais os bibliotecários atuam estão mudando o seu papel como profissionais da informação, tanto devido aos avanços tecnológicos, quanto à evolução social que afetam o público e as organizações. Refletir sobre a pesquisa e as práticas catalográficas na era digital e das inteligências artificiais mostra-se necessário para avaliar a adequação e ajustes necessários dos modelos teóricos, normativas e os padrões de metadados implementados no tratamento e organização da informação. Prospectar a pertinência de política catalográfica e sua importância na estrutura dos serviços bibliotecários, incluindo o Código de Ética da Catalogação. Abordar sobre a evolução do RDA/MARC 21/BIBFRAME e/ou ISBD consolidada, no ambiente das bibliotecas modeladas no AACR2/MARC21 e Princípios de Paris. Compreender o potencial da IA generativa e de modelos de linguagem para aprimorar os serviços bibliotecários, em especial a catalogação bibliográfica.
Pesquisadores aprovados
| Pesquisador | Título do trabalho |
|---|---|
| Ender Rafael Quintero Romero | As Inteligências Artificiais Generativas e a Catalogação de Acervos Fotográficos em Arquivos e Bibliotecas |
| Raquel Ferreira Leal | Catalogação Descritiva e Metadados na Biblioteca Digital: Análise Bibliométrica |
| Márcia Silva Augusto / José Fernando Modesto da Silva | A Representação Descritiva de Partituras em Catálogos Bibliográficos: uma análise a partir da obra de Lina Pires de Campos |
| Danilo Vitor Izac Pereira / Daniela de Oliveira Correia | A representação descritiva de board games: guia de catalogação fundamentado no AACR2r |
| Luciana Maria Napoleone / José Fernando Modesto da Silva | Registro de Evidências de Exemplares Específicos: prospectando boas práticas em catálogos ingleses e brasileiros |
Cidades e movimentos
Os estudos sobre o urbano marcam mais de um século nas Ciências Sociais, desenvolvendo-se a partir de diferentes tradições teóricas e empíricas. A rápida migração do campo para a cidade levou as Ciências Sociais a se abrirem a novas metodologias de pesquisa, capazes de responder às questões emergentes, especialmente na Europa, no início do século XX. No Brasil, a Escola Livre de Sociologia, orientada por pesquisadores da Escola de Chicago, seguiu a tradição dos estudos urbanos empíricos, com atenção a temas como migração, violência, criminalidade e desigualdade. Passado mais de um século, este Grupo de Trabalho propõe uma reflexão sobre o fazer na e sobre as cidades nas Ciências Sociais, a partir das cidades e seus movimentos, considerando desde questões que permanecem atuais, como a desigualdade, até os movimentos insurgentes que desafiam a lógica neoliberal dos grandes centros urbanos.
Ciências Sociais e saúde: diálogos interdisciplinares
O objetivo do grupo é reunir pesquisas que tragam análises sobre os diálogos entre as ciências sociais e o campo da saúde, destacando abordagens interdisciplinares que contribuem para a compreensão dos processos de saúde, cuidado, adoecimento e políticas públicas. Interessa reunir pesquisas que explorem questões como desigualdades sociais em saúde, práticas e saberes dos profissionais, saúde e meio ambiente, experiências de usuários, saúde coletiva, medicalização, gênero, raça, territórios e outros marcadores sociais da diferença. O GT valoriza tanto investigações empíricas quanto teóricas, em diferentes etapas acadêmicas (iniciação científica, TCC, pós-graduação ou outra) incentivando o debate crítico sobre os modos de produzir conhecimento no cruzamento entre sociologia, antropologia, ciência política, comunicação, saúde coletiva e áreas afins.
Pesquisadores aprovados
| Pesquisador | Título do trabalho |
|---|---|
| Wesley Sousa Ribeiro de Jesus | Desigualdades em Saúde e Exclusão Social: Sujeito, Risco e Cidadania |
| Vanti Sahyoun Camargo | Narrativas sobre o SUS: uma análise antropológica sobre a construção do SUS a partir dos profissionais nas bases regionais da Grande São Paulo |
| Mariana Bomfim Sousa Ferreira | Solidão e saúde mental de mulheres negras: reflexões com usuárias do CAPS II de Cidade Tiradentes - SP |
| Patricia Montanari / Nivaldo Carneiro Junior | Moradia unipessoal enquanto possibilidade na velhice e caminhos existenciais e sociais |
| Rute Loreto Sampaio | O Estado da Arte da Política Nacional de Assistência Integral a Saúde da Mulher em São Paulo, Brasil |
| Victor Avedikian D'Amico | Novas Tecnologias do Desejo e Formas de Prazer: O Chemsex entre HSH em São Paulo |
| Viviane Lazard Sobral | O Lugar dos Meninos na Prevenção ao HPV: Desafios para a Saúde Sexual, o Cuidado e a Vacinação |
| Francilangela Lopes Pinheiro Clarindo | Linguagem, estigma e transformação social na cartilha 'Promovendo uma Linguagem Positiva sobre Demência' |
| Pedro Mendonça | Entregadores por Plataforma e Estratégias Defensivas: Análise da imagem de 'cachorro louco' a partir da psicodinâmica do trabalho |
| Natalia Negretti / Pollyana Lira | O caso Prevent Senior a partir da bioética de intervenção: reflexões sobre vulnerabilidade, envelhecimento e mistanásia |
Estado, desenvolvimento e sustentabilidade
O grupo de estudo propõe uma abordagem interdisciplinar sobre o papel do Estado na formulação de estratégias de desenvolvimento e planejamento econômico. Serão debatidos temas como geopolítica e inserção internacional; desenvolvimento nacional, regional e local; políticas públicas e planejamento estatal; economia política e alternativas ao neoliberalismo; Estado e soberania no século XXI. A agenda inclui ainda as questões sociais e ambientais contemporâneas, inovação, reindustrialização e transição energética, além de experiências com economia criativa, economia popular e solidária. Busca-se articular essas dimensões com a ampliação da participação social e da cidadania, discutindo caminhos para um projeto de desenvolvimento justo, soberano e ambientalmente sustentável.
Pesquisadores aprovados
| Pesquisador | Título do trabalho |
|---|---|
| Nicole Aparecida Nunes Nascimento | Inteligência Artificial e Meio Ambiente: uma análise documental sobre sustentabilidade em Big Techs de IA |
| Euzebio Jorge Silveira de Sousa / Barbara Vallejos Vazquez / Fernando Garcia de Faria / Victor Lenzi | Inteligência artificial e trabalho no Brasil: exposição, complementaridade e heterogeneidade estrutural na periferia digital |
| Antonio Gracias Vieira Filho | Neoliberalismo e New Space: O Estado neoliberal e a conquista privada do espaço exterior |
| Luis Carlos Nunes Rodrigues Junior | Índice Econômico da Cachaça (IEC): Um termômetro keynesiano das desigualdades regionais de poder de compra no Brasil (2016–2025) |
| João Vitor Durães Bueno | O BNDES como Credor do Desenvolvimento Sustentável: Desafios e Impactos na Energia Verde |
| Bárbara Vallejos Vazquez / Fernando Garcia de Faria | O Brasil na transição geopolítica contemporânea: autonomia, desenvolvimento e mudanças na ordem internacional |
| Fábio José Pinho Petrella | A Petrobras no capitalismo financeirizado: orçamento, frações de classe e desenvolvimento nacional |
| Matheus Oliveira da Silva | Transição Energética: Perspectivas e Impactos Geoeconômicos |
| Rafael Unger | A Promessa e o Quarto de Despejo: Reflexões sobre desenvolvimentismo, autoritarismo e exclusão no capitalismo brasileiro |
| Karina Merli | A marca do Genocídio Armênio na relação turco-armênia |
| Sofia Zuca Portugal Pudles | Violência, soberania e inimigos: uma análise da MINUSTAH |
| Guilherme Santos da Silva | A política externa do Paraguai e a Agenda Externa do Mercosul |
| Carolina Maeda Nogueira | 'O capital se faz em casa': incentivos e contrapartidas na relação entre Estado e capital no Japão em contraponto ao Brasil |
| Pedro Rodrigues Sanches | Capitalismo Dependente e Industrialização no Brasil: A trajetória da Gurgel Motores à luz da Teoria Marxista da Dependência |
| Iggor Gomes Rocha | A ciência que o Estado não consegue contar: emendas parlamentares, demarcação orçamentária e capacidade estatal de mensuração (2019–2026) |
| Nilo Sérgio Viana Bezerra Neto / Breno Cerqueira Araujo | O desenvolvimento da maquinaria em Marx |
| Pedro Henrique Gonçalves da Silva / Maurício Andrade Weiss | Incerteza Radical Keynesiana e Economia Criativa: os limites da racionalidade econômica no financiamento do setor cultural |
| Ana Christinna Almeida Barbosa Soares / Alec Gabriel Lisboa Pairet / Diana Bárbara do Nascimento Paraiso / Robson da Silva Chagas | A Missa do Vaqueiro como Motor de um Arranjo Produtivo Local Cultural e Criativo no Sertão de Pernambuco |
| Felipe Silveira Pastor Bolós | Políticas Públicas no Combate à Poluição nas Represas Billings e Guarapiranga |
| Bruna Taniguchi de Araujo | Estratégias de desenvolvimento social no SUAS pelas vias do afeto e distribuição de renda |
| Filipe Silva Ferreira | Outros planetas, mas não outro sistema: a persistência do capitalismo em Duna |
| Cintia de Carvalho Ferreira | Bolha da IA: concentração, soberania, capitalismo financeiro-monopolista, risco político e regulatório na geoeconomia |
| Victor Lenzi Gonçalves | Elementos de Terras Raras e a reindustrialização nacional: O Brasil na disputa geopolítica global e os caminhos para a soberania mineral |
| Mariana de Rossi Venturini | Emancipação das mulheres e soberania nacional: Estado, desenvolvimento e reprodução social na experiência cubana |
| Luis Carlos Nunes Rodrigues Junior | 'A arte é útil para quem?' - Uma análise sob a semiótica econômica decolonial de Kernak |
Juventudes: desafios na contemporaneidade
Sendo a juventude "apenas uma palavra" ou muito mais do que uma palavra, é possível dizer que as juventudes enfrentam grandes e diversificados desafios, também marcados por diferentes desigualdades, na contemporaneidade. Transformações e convulsões sociais, políticas, históricas e culturais em curso, fazem das juventudes um dos grupos particularmente vulneráveis frente a tantas transformações. O presente grupo de trabalho aceitará estudos que estabeleçam reflexões amplas acerca de diferentes temáticas sobre as juventudes no mundo contemporâneo, como aquelas relativas ao antropoceno; uberização e plataformização das relações de trabalho; questões ligadas à saúde, corpo e emoções juvenis; relações de gênero e sexualidade; trabalho e escola. São bem-vindos também trabalhos que busquem um olhar pautado pelos marcadores sociais da diferença e interseccionalidade, bem como aqueles que discutam formas de resistência e ativismos frente às adversidades e desafios do mundo contemporâneo.
Pesquisadores aprovados
| Pesquisador | Título do trabalho |
|---|---|
| João Lovisi | A 'Profanação' da Cidade e o Direito à Opacidade: O Sujeito Clubber e as Ocupações Culturais em São Paulo |
| Isabela Lopes Kogachi | Consumo musical e hierarquias simbólicas: o gosto musical entre os jovens |
| Fernanda de Andrade Pereira / Rafael de Paula Aguiar Araujo | Políticas Públicas em Educação: estudo sobre o Programa Pé-de-Meia |
| Vanessa Aparecida Araujo Correia | Concepções de juventude presentes nos marcos regulatórios que orientam e regulamentam a inserção do componente projeto de vida no currículo escolar |
| Esdras Vasconcelos Nunes | PrEP e juventude Gay: percepções sobre corpo, prevenção e risco |
| Rogério Alves do Rosário | Bikeboys: juventude paulistana, iFood e trabalho no capitalismo de plataforma |
| Jéssica Lucas Vieira Campos / Heloisa de Camargo Tozato | O conceito de juventude para a convenção do clima do Brasil |
Mundo do Trabalho: Políticas de Inclusão e Ações Afirmativas
O mundo do trabalho tem passado por transformações significativas, impulsionadas por mudanças tecnológicas, sociais e econômicas. Nesse cenário, a gestão por competências socioemocionais, técnicas e críticas têm ganhado destaque como estratégias para potencializar a diversidade, promover a inovação e favorecer a inclusão. No entanto, é necessário analisar criticamente essas práticas, sobretudo no contexto das políticas de inclusão e ações afirmativas, para verificar se estas promovem equidade ou apenas reproduzem desigualdades. Temas abordados neste GT: conceito de competências técnicas, socioemocionais e críticas — origens, aplicações e impactos; investigação sobre a relação entre a gestão por competências e as políticas de inclusão e ações afirmativas nas organizações públicas, privadas e do terceiro setor; análises sobre o potencial dessas práticas para promover ou dificultar a equidade ao acesso e à permanência no mundo do trabalho.
Pesquisadores aprovados
| Pesquisador | Título do trabalho |
|---|---|
| Alessandra Mota Silva | Desenvolvimento Nacional no Século XXI: Desafios, Estratégias e Instituições |
| Leandra Cintia Alves Perpétuo | Da discriminação ao ativo de mercado: a gestão dos marcadores sociais da diferença no mundo do trabalho |
| Magda Isabel do Nascimento | O percurso ocupacional da mulher negra nos cargos de prestígio e poder na cidade de São Paulo |
| Bruna dos Santos Lazarini / Eden Teles de Almeida / Daniela de Oliveira Correia | Acessibilidade e inclusão para pessoas disléxicas em bibliotecas escolares |
| Aila Passeto Castro de Sousa / Vitória Ranger / Jacqueline Dias Batista / Beatriz Mendes Gouveia Lacerda | Caminhos para a Inclusão: diretrizes para o atendimento a pessoas cegas ou com baixa visão em bibliotecas públicas de São Paulo |
Marcadores Sociais da Diferença e Interseccionalidades nas Agendas Globais: Desigualdades e Resistências
Este grupo de trabalho propõe reunir pesquisas sobre as relações entre os marcadores sociais da diferença como: gênero, raça, etnia, classe, território, sexualidade, geração, religião, deficiência etc., pensando suas interseccionalidades. O GT parte do pressuposto de que os desafios globais não podem ser enfrentados de forma eficaz sem uma análise crítica das desigualdades estruturais e sistêmicas. Por meio de diferentes abordagens teóricas e metodológicas, este GT busca fomentar debates sobre como os marcadores sociais da diferença e suas interseccionalidades podem ser pensadas também à luz dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), bem como identificar estratégias de resistência variadas, construção de políticas públicas, práticas comunitárias que confrontam a desigualdade e promovem justiça social.
Pesquisadores aprovados
| Pesquisador | Título do trabalho |
|---|---|
| Márcio Sampaio de Castro | A Construção Política da Branquitude WASP na Origem dos EUA |
| Ana Caroline Antunes de Souza | As comissões de heteroidentificação nos tribunais: a disputa entre universidades federais e candidatos não-enquadrados (2013-2025) |
| Sebastião Lisboa de Andrade Rinaldi | A Racialização dos Migrantes e dos Refugiados no Século XXI |
| Maria Cilene Lucas Vieira / Jéssica Lucas Vieira Campos | Miscigenânsia e Interseccionalidade: Pertencimento e Estratégias de Resistência Antirracista |
| Pâmella Silva Alves | Mulheres negras na USP: interseccionalidade, pertencimento e experiências universitárias |
| Daniela de Oliveira Correia / Daniel Rodrigues Cavalcante / Victor Albuquerque Felix da Silva | A promoção de letramento racial para educadores como estratégia de disseminação de cultura antirracista |
| Bruna Thereza Felicetti Silva de Moraes | Cultura e 'Cultura': Marcadores Sociais da Diferença e ODS na Gestão Pública da Política Nacional de Cultura Viva |
| Pedro Xavier da Silva | Masculinidade Criptografada: Discursos Masculinistas no Telegram |
| Rafael Leite Agari Torraga | Poropopó: Como a masculinidade é vista e se manifesta nas arquibancadas pela torcida organizada do Corinthians |
| Jaqueline Victória Ciancaglini / Caroline Cotta de Mello Freitas | A Sororidade na Rota Crítica: uma análise da atuação de mulheres na rede de apoio a vítimas de violência doméstica |
| Sofia Zuca Portugal Pudles | A importância do sistema internacional na luta pelos direitos das mulheres no Brasil: uma análise do caso Maria da Penha |
| Jéssica Cristina de Souza | A ciranda dos (não)iniciados: diferença, desigualdade e pertencimento nas bruxarias de Paranapiacaba |
| Natally Alves Cavalari | Tempo para si: experiências temporais de mulheres trabalhadoras na cidade de São Paulo |
| Karina Santos do Prado Pessoa | Cultura material e gênero: um olhar a partir da exposição 'Casas e coisas' no Museu Paulista |
| João Filipe Araujo Cruz | Violência política e desigualdades na participação política de pessoas LGBTI+ |
| Regiane Batista da Conceição / Eliany Alvarenga de Araújo | Da Necessidade à Liberdade: Busca de Informação Vivenciadas por Mulheres Empreendedoras na Cidade de Goiânia/GO |
| Isadora Gonçalves Romero / Caroline Freitas | Virilidade no prato: o consumo de carne como reafirmação da posição masculina na sociedade brasileira |
| Walter Rodrigues Filho | Laços de Memória e Afeto: Imigração Lituana no Brasil |
| Fernanda Oliveira Cabral | Natureza em disputa: Análise discursiva no caso da mineração em territórios indígenas Cinta Larga |
| Suely Cristina Cruz Rodrigues / Carú Silva | A Feminização das Migrações, Políticas Sociais e a Atuação de Assistentes Sociais |
| Jair Moreira de Oliveira | Dialética do Poder, Gênero e submissão da Mulher em Dom Casmurro |
| Jamille Silva Glass | Mulheres e o território em Iguape (SP): percepções sobre calor, acesso a áreas verdes e participação nas decisões sobre a cidade |
| Bárbara Poerner Pereira / Vinicius Amaral | Comunidades Campesinas no Enfrentamento da Crise Climática: a Experiência das 'Sementes da Paixão' na Rede Borborema de Agroecologia na Paraíba |
Pensamento social e político brasileiro
O GT propõe analisar as principais correntes teóricas e autores brasileiros que buscaram explicar a formação e o desenvolvimento do Brasil. O foco recai sobre as tensões entre tradição e modernidade, as raízes das desigualdades e a formação do povo brasileiro.
Pesquisadores aprovados
| Pesquisador | Título do trabalho |
|---|---|
| Rogério Alves do Rosário | Lélia Gonzalez: amefricanidade, crítica epistemológica e pensamento social |
| Mauro Rocha Filho | Gastar mais, mover-se menos: a campanha de Guilherme Boulos à Prefeitura de São Paulo em 2024 |
| Roberto Julio de Lima Machado / Vivian da Silva dos Santos Balbino / Andressa Helena da Silva | Desconstitucionalização, Tecnocracia e a Razão Jurídica |
| Andressa Leal Barroso | Pensamento Social Brasileiro em Disputa: Da herança escravocrata às narrativas contemporâneas |
| Pedro Vedovato | A Política da Mudança: uma análise da campanha de Flávio Dino ao governo do Maranhão em 2014 |
Políticas habitacionais, planejamento territorial e produção social da moradia
O Grupo de Trabalho tem por objetivo promover o debate sobre políticas habitacionais e planejamento territorial no contexto das transformações urbanas contemporâneas. Busca-se discutir os desafios institucionais, sociais e territoriais relacionados à provisão de moradia digna, à redução das desigualdades socioespaciais e à efetivação do direito à cidade. O GT acolhe trabalhos sobre planejamento urbano e regional, produção social da moradia, déficit e inadequação habitacional, regularização fundiária, participação social, trabalho social em habitação, governança interfederativa, instrumentos urbanísticos, financeirização da habitação e políticas públicas urbanas. Serão especialmente bem-vindas abordagens interdisciplinares e pesquisas empíricas, teóricas ou metodológicas que dialoguem com experiências territoriais, avaliação de políticas públicas, dinâmicas demográficas, produção do espaço urbano e metodologias inovadoras de análise territorial.
Repositórios Digitais e Ciência Aberta: desafios para o futuro brasileiro
O movimento da Ciência Aberta busca ampliar o acesso ao conhecimento científico na sociedade como um todo. Trata-se de movimento global, alinhado aos objetivos da Agenda 2030 da ONU. Os repositórios digitais buscam consolidar o conhecimento de forma a propiciar o acesso ao conhecimento neles depositado, principalmente de material de acesso aberto e não disponível em bases de dados comerciais de grandes editoras. Este GT pretende debater os principais conceitos, ferramentas e práticas relacionadas à temática dos repositórios digitais e sua importância para o movimento da Ciência Aberta. As discussões transitarão entre as áreas de Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia, refletindo sobre o papel, os desafios e as tendências para o futuro desta temática no contexto nacional.
Tecnologias Digitais na Sociedade - GETS
O Grupo de Trabalho "Tecnologias Digitais na Sociedade", organizado pelo GETS, se propõe a investigar os impactos, mediações e transformações causadas pelas tecnologias digitais nos campos da cultura, política e sociedade. De forma interdisciplinar, o GT acolhe trabalhos que explorem interseções entre a tecnologia ou os ambientes e ferramentas digitais com os diferentes aspectos da vida em sociedade, tais como: campanhas e disputas eleitorais; democracia e autoritarismo; redes sociais e sociabilidades; inteligência artificial; plataformização e digitalização; participação cidadã e ativismo online; transformação do trabalho; identidade e subjetividade. Articulando sociologia, antropologia e ciência política, o GT busca explorar as formas pelas quais o digital reconfigura práticas sociais, modos de vida e estruturas de poder na sociedade contemporânea.
Pesquisadores aprovados
| Pesquisador | Título do trabalho |
|---|---|
| Brunna Uccella Andrade de Castro | Campanha de Rick Azevedo para vereador no Rio de Janeiro nas eleições de 2024 |
| Rosemary Segurado / Mércia Alves / Desirèe Luíse Lopes Conceição / Tathiana Senne Chicarino | Internet, impulsionamento de conteúdo e redes sociais: o investimento digital das candidaturas coletivas nas eleições municipais de 2020 e 2024 |
| Danielle Simoes Albuquerque | A Anatomia de um Viral Político: O Caso Duda Salabert |
| Maiane Adriele Lucas Ferreira | Discurso, Estética e Hegemonia: Uma Análise do Partido Missão nas Eleições de 2026 |
| Clarissa Rodrigues Mendes | Ética hacker e IA generativa: transformações do trabalho voluntário na produção do comum em projetos de software livre |
| Gabriel Cunha Vituri | Encaminhada com frequência: uma análise sobre identidades profissionais da segurança privada em grupos de WhatsApp |
| Sara Puerta / Beatriz de Santana Monteiro | Zohran Mamdani é um populista de esquerda? O caso do primeiro imigrante e muçulmano eleito prefeito de Nova York |
| Alessandra Tamie Torrizella Ogassavara | A Influência das Redes Sociais Digitais no Comportamento Social do Grupo Transicional no Brasil |
| Pedro Henrique Barbosa da Silveira | Um líder populista em construção: trajetória de Arthur Henrique em campanha para governador de Roraima ao longo de 2026 |
| Arlindo Tutungeni | Educação Inclusiva nas Políticas Públicas de Educação em Angola |
| Lana Keren de Mendonça / Ilaydiany Cristina Oliveira da Silva / Amanda de Jesus Silva / Marli Ferreira de Souza | Inteligência Artificial e Letramento Científico: Análise Bibliométrica |
| Daniel Ortega Ortigoza / Claudio Luis de Camargo Penteado | Proibições de celulares: Quem tem medo da mobilização das famílias? |
| Lucas Oliveira Isidio da Silva / Domício Felipe Martins Junior | Samba e Futebol como Ativos: Plataformização do Entretenimento, Rentismo e Assimetrias no Brasil |
Trajetórias econômico-políticas da América Latina contemporânea
A proposta do GT consiste em estabelecer um espaço de interlocução acerca de questões da economia política relativas à história latino-americana (inclusive o Brasil), com enfoque nos séculos XX e XXI, e sobre temas clássicos do debate econômico (formação primário-exportadora, desenvolvimento, industrialização, desigualdade, globalização, neoliberalismo e inserção internacional dependente, por exemplo). Ao optar por uma perspectiva histórica, o intuito é estimular a reflexão sobre permanências e transformações que marcaram os processos econômicos e políticos da América Latina, bem como suas consequências para a atual conjuntura de crise. Com efeito, o objetivo do GT é reunir trabalhos que abordem a trajetória econômica e política do subcontinente no período enfocado para agregar pesquisadores interessados em pensar a região a partir de sua dinâmica própria, mas que analisem essa dinâmica no âmbito do movimento global do capitalismo.
Processos de difusão: múltiplas formas de tratamento da informação e seus efeitos na disseminação de acervos
O presente Grupo de Trabalho se propõe a debater a relação dialógica entre a organização da informação e a difusão cultural de acervos de diferentes naturezas: arquivos, bibliotecas, centros de documentação e museus. Partindo do pressuposto de que existe uma relação entre o ato de reunir, sistematizar, classificar e descrever documentos — muitas vezes reduzido a meros procedimentos técnicos — e a promoção de ações culturais e científicas de extroversão de acervos, busca-se ampliar olhares e conectar estas duas práticas aparentemente distintas.
Educação Legislativa, Cidadania e Fortalecimento Institucional
O Grupo de Trabalho acolhe pesquisas, relatos de experiência e resumos expandidos sobre educação legislativa e suas interfaces com formação cidadã, desenvolvimento institucional no setor público e fortalecimento democrático. Serão contemplados estudos sobre Escolas do Legislativo e de Contas e suas subáreas, como letramento político, educação para a cidadania, participação social, transparência pública, inovação pedagógica, comunicação pública, educação midiática, democracia digital, integridade da informação e combate à desinformação. O GT também se abre a análises sobre parcerias institucionais e interinstitucionais com foco na formação de servidores, qualificação de agentes públicos, desenvolvimento de capacidades estatais, produção e avaliação de materiais educativos e ações voltadas à aproximação entre Parlamento, instituições públicas e sociedade civil.
Opinião Pública: teoria, método e análise
O GT Opinião Pública tem como objetivo refletir e analisar trabalhos sobre a temática em suas diversas formas, dispositivos e metodologias. Para tanto, convida as pessoas pesquisadoras a submeter propostas de artigos que abordam teoricamente e apliquem métodos de pesquisa quantitativas (survey), qualitativas (entrevistas de profundidade, grupos focais, segmentadas etc.) e de monitoramento e análise de redes sociais digitais dentro do âmbito da ciência política, sociologia, antropologia, políticas públicas e sociais, economia e áreas correlatas. Análises de conjuntura política e econômica, longitudinal, de intenção de votos, costumes, consumo, cultura, posicionamentos, comportamento e análise de discursos públicos estão entre as temáticas de aderência e interesse das pessoas coordenadoras do GT.
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Participar como ouvinteOficinas do Seminário
As Oficinas são espaços práticos e coletivos realizados nos períodos vespertinos dos dias 04, 05 e 06 de novembro (das 16h às 18h), nas dependências da FESPSP. São 11 oficinas temáticas abertas à participação de pesquisadores de todos os níveis.
A cidade também lê
A Cidade Também Lê é uma oficina interdisciplinar que propõe compreender a cidade como um espaço de produção e disputa de narrativas. A partir da observação de placas, grafites, pichações, propagandas, cartazes e outros elementos urbanos, os participantes serão convidados a refletir sobre quem pode falar, quem é ouvido e quais vozes permanecem invisibilizadas no espaço público. Em seguida, transformarão suas percepções em poemas, frases, desenhos, microcontos e outras produções, que formarão coletivamente o painel "A Cidade que a Gente Quer Ler". A proposta aproxima literatura, arte urbana e cidadania, estimulando a leitura crítica do cotidiano e a participação dos jovens na construção simbólica dos espaços que habitam.
Proponente
- Bianca de Souza Mendes — FESPSP
Acessibilidade no atendimento ao público: práticas atitudinais
A oficina tem por objetivo aprimorar o atendimento a pessoas com deficiência, oferecendo informações que valorizem práticas atitudinais. A oficina apresentará conceitos e contará com práticas e orientações de atendimento.
Proponentes
- Me. Aline Barbosa Petelin — Biblioteca Mário de Andrade
- Esp. Gabrielle Silva Carvalho — Biblioteca Mário de Andrade
Catalogação Descritiva Contemporânea: do AACR2 ao RDA/MARC21 Bibliográfico/BIBFRAME
A oficina desenvolve um panorama evolutivo da catalogação descritiva a partir do século 19 aos novos princípios internacionais de catalogação e os modelos conceituais (FRBR/LRM) atuais; bem como a sua assimilação pelo RDA/MARC21 bibliográfico para aplicação na representação. Destaque às Entidades e Relacionamentos e respectivos atributos que reconfiguram a descrição e se submetem às tarefas dos usuários. Além de fornecer uma percepção da codificação dos registros no MARC 21 Bibliográfico, apresenta-se uma introdução ao BIBFRAME.
Proponentes
- Dr. José Fernando Modesto da Silva — USP
- Dra. Isabel Ayres — FESPSP
Corpo-palavra: Escrita em fluxo
A oficina propõe uma conversa sobre a não separação entre corpo e palavra, partindo da compreensão de que a linguagem não é fixa ou neutra, mas uma construção que pode ser deslocada, reinventada e ampliada. A partir de provocações sobre linguagem, poesia e corpo, a oficina propõe pensar a escrita como uma prática que não está separada da vida. Nesse sentido, será utilizada a noção de escrevivência, de Conceição Evaristo, como uma das referências para pensar escritas dissidentes e as relações entre experiência, memória, corpo e linguagem.
Proponente
- Irê Casarin — FESPSP
Da miscigenânsia às ações transformadoras
Em oficina participativa será feita uma rodada de apresentações breves, com acolhimento e partilha. Os participantes iniciarão escritas particulares de memórias individuais com o objetivo de compreender pertencimentos e trabalhar ânsias identitárias. Após, será realizada dinâmica de grupo com símbolos adinkras e artes indígenas e breve reflexão sobre o conceito de Miscigenânsia (Vieira, 2025) e da Agência radical-transformadora (Stetsenko, 2023). Por fim, haverá roda de escuta e debates sobre construção coletiva de ações antirracistas.
Proponentes
- Me. Maria Cilene Lucas Vieira — PUC
- Jéssica Lucas Vieira Campos — USP
Jornalismo internacional na diplomacia da Guerra Fria: fontes e métodos
Esta oficina propõe uma aproximação metodológica sobre as distintas fontes e formas de estudar o papel definidor que o jornalismo internacional teve sobre a diplomacia do período da Guerra Fria tardia. Apresenta-se como a figura do correspondente internacional atuou sobre a práxis jornalística naquele período, utilizando como ambiente de estudo a América Latina e sua relação com a política externa dos Estados Unidos. Ambiciona-se ampliar a base teórica para estudos deste tipo de fonte documental e apresentar uma interpretação benjaminiana do papel destes profissionais, demonstrando também como a mídia internacional serviu de termômetro moral em distintos momentos para as políticas externas das ditaduras do Cone Sul.
Proponente
- Dr. Daniel Azevedo Muñoz — USP
Linguagem Simples na Comunicação da Pesquisa Científica à Sociedade
Grande parte da produção científica brasileira é inacessível ao público não especializado, o que demonstra uma distância entre universidade e sociedade, comprometendo o impacto social da pesquisa. A oficina apresenta os princípios e diretrizes da Linguagem Simples (Plain Language) como ferramenta metodológica para tradução e adaptação de resultados científicos em formatos compreensíveis, sem perda de rigor técnico. Serão abordados: fundamentos e evidências internacionais sobre linguagem simples e acesso à informação; técnicas de reescrita de resumos, títulos e comunicados científicos; e critérios de avaliação de clareza textual. A sessão combina exposição teórica breve com exercício prático de reescrita, com devolutiva coletiva.
Proponente
- Me. Natália Marques Andrade — USP
Neuropolítica na Prática
A oficina apresenta os fundamentos da neuropolítica e sua aplicação na compreensão do comportamento eleitoral. Serão abordados conceitos de neurociência aplicada à política, com foco em como processos não conscientes influenciam percepções sobre candidatos, lideranças e mensagens políticas. Os participantes conhecerão técnicas de neurometria, especialmente o uso de eletroencefalografia (EEG), para mensurar atenção, engajamento emocional, aproximação e rejeição. A atividade incluirá a apresentação de estudos de caso realizados no Brasil, demonstrando como indicadores neurofisiológicos podem complementar pesquisas de opinião tradicionais. Ao final, os participantes serão capazes de compreender os principais métodos da área, interpretar resultados e discutir suas contribuições, limitações e implicações éticas para a democracia.
Proponente
- Dr. Airton Rodrigues — NENC
População em Situação de Rua e o Centro de São Paulo: Construindo uma Rede de Cuidados
A oficina propõe uma reflexão coletiva sobre a população em situação de rua a partir das dinâmicas do centro de São Paulo, compreendendo-a como um grupo heterogêneo que ocupa logradouros públicos e serviços de acolhimento e estabelece diferentes relações com o território e com as políticas públicas. Destinada a estudantes, pesquisadores e profissionais que atuam com essa população, a atividade abordará as redes de proteção social, saúde, habitação, trabalho e renda, seus limites, articulações e possibilidades. A partir de elementos da etnografia urbana e das experiências dos participantes, serão discutidos os fluxos entre serviços, as barreiras de acesso e permanência e os desafios da intersetorialidade. Ao final, os participantes construirão coletivamente um mapa da rede de cuidados, identificando atores, conexões, lacunas e possibilidades de articulação no território.
Proponente
- Esp. Aline Oliveira — FGV (Mestrado Profissional em Gestão e Políticas Públicas)
Playtest aberto do boardgame L'a Guerri
Esta oficina tem como objetivo realizar o playtest externo de um boardgame em desenvolvimento, proporcionando aos participantes a oportunidade de conhecer, experimentar e contribuir ativamente para o aprimoramento do projeto. Durante o encontro, serão apresentadas a narrativa, as mecânicas, os objetivos e os principais elementos do jogo, seguidos de uma sessão prática de teste. O playtest é uma etapa fundamental do processo de desenvolvimento de jogos, na qual os participantes experimentam uma versão ainda em construção para avaliar aspectos como clareza das regras, equilíbrio, ritmo, dificuldade, engajamento e experiência geral. Ao final da sessão, os participantes serão convidados a compartilhar percepções, sugestões e feedbacks, contribuindo para a identificação de pontos fortes e oportunidades de melhoria.
Proponente
- Stella Jovelli Dias — Centro Universitário Belas Artes de São Paulo
Sistemas de Informação da Atenção Primária em Saúde e metodologia de levantamento de dados sobre alocação de recursos
Essa Oficina pretende apresentar os diferentes Sistemas de Informação da APS (Atenção Primária à Saúde) e como obter informações sobre alocação de recursos para os municípios brasileiros.
Proponentes
- Dra. Mariana Alves Melo — Instituto Walter Leser / FESPSP
- Dra. Aparecida Pimenta — Instituto Walter Leser / FESPSP
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São 11 oficinas temáticas abertas à participação. Inscrições abertas até 21 de outubro de 2026.
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