Grupos de Trabalho
São 15 GTs disponíveis para submissão de resumos. As inscrições estão abertas de 08/06 a 31/08/2026. Cada proposta pode ter até 4 autores(as), de graduandos(as) ao doutorado.
Modelos Conceituais, Metadados, Ética e Tecnologias emergentes em Bibliotecas
Os ambientes nos quais os bibliotecários atuam estão mudando o seu papel como profissionais da informação, tanto devido aos avanços tecnológicos, quanto à evolução social que afetam o público e as organizações. Refletir sobre a pesquisa e as práticas catalográficas na era digital e das inteligências artificiais mostra-se necessário para avaliar a adequação e ajustes necessários dos modelos teóricos, normativas e os padrões de metadados implementados no tratamento e organização da informação. Prospectar a pertinência de política catalográfica e sua importância na estrutura dos serviços bibliotecários, incluindo o Código de Ética da Catalogação. Abordar sobre a evolução do RDA/MARC 21/BIBFRAME e/ou ISBD consolidada, no ambiente das bibliotecas modeladas no AACR2/MARC21 e Princípios de Paris. Compreender o potencial da IA generativa e de modelos de linguagem para aprimorar os serviços bibliotecários, em especial a catalogação bibliográfica.
Cidades e movimentos
Os estudos sobre o urbano marcam mais de um século nas Ciências Sociais, desenvolvendo-se a partir de diferentes tradições teóricas e empíricas. A rápida migração do campo para a cidade levou as Ciências Sociais a se abrirem a novas metodologias de pesquisa, capazes de responder às questões emergentes, especialmente na Europa, no início do século XX. No Brasil, a Escola Livre de Sociologia, orientada por pesquisadores da Escola de Chicago, seguiu a tradição dos estudos urbanos empíricos, com atenção a temas como migração, violência, criminalidade e desigualdade. Passado mais de um século, este Grupo de Trabalho propõe uma reflexão sobre o fazer na e sobre as cidades nas Ciências Sociais, a partir das cidades e seus movimentos, considerando desde questões que permanecem atuais, como a desigualdade, até os movimentos insurgentes que desafiam a lógica neoliberal dos grandes centros urbanos.
Ciências Sociais e saúde: diálogos interdisciplinares
O objetivo do grupo é reunir pesquisas que tragam análises sobre os diálogos entre as ciências sociais e o campo da saúde, destacando abordagens interdisciplinares que contribuem para a compreensão dos processos de saúde, cuidado, adoecimento e políticas públicas. Interessa reunir pesquisas que explorem questões como desigualdades sociais em saúde, práticas e saberes dos profissionais, saúde e meio ambiente, experiências de usuários, saúde coletiva, medicalização, gênero, raça, territórios e outros marcadores sociais da diferença. O GT valoriza tanto investigações empíricas quanto teóricas, em diferentes etapas acadêmicas (iniciação científica, TCC, pós-graduação ou outra) incentivando o debate crítico sobre os modos de produzir conhecimento no cruzamento entre sociologia, antropologia, ciência política, comunicação, saúde coletiva e áreas afins.
Estado, desenvolvimento e sustentabilidade
O grupo de estudo propõe uma abordagem interdisciplinar sobre o papel do Estado na formulação de estratégias de desenvolvimento e planejamento econômico. Serão debatidos temas como geopolítica e inserção internacional; desenvolvimento nacional, regional e local; políticas públicas e planejamento estatal; economia política e alternativas ao neoliberalismo; Estado e soberania no século XXI. A agenda inclui ainda as questões sociais e ambientais contemporâneas, inovação, reindustrialização e transição energética, além de experiências com economia criativa, economia popular e solidária. Busca-se articular essas dimensões com a ampliação da participação social e da cidadania, discutindo caminhos para um projeto de desenvolvimento justo, soberano e ambientalmente sustentável.
Mundo do Trabalho: Políticas de Inclusão e Ações Afirmativas
O mundo do trabalho tem passado por transformações significativas, impulsionadas por mudanças tecnológicas, sociais e econômicas. Nesse cenário, a gestão por competências socioemocionais, técnicas e críticas têm ganhado destaque como estratégias para potencializar a diversidade, promover a inovação e favorecer a inclusão. No entanto, é necessário analisar criticamente essas práticas, sobretudo no contexto das políticas de inclusão e ações afirmativas, para verificar se estas promovem equidade ou apenas reproduzem desigualdades. Temas abordados neste GT: conceito de competências técnicas, socioemocionais e críticas — origens, aplicações e impactos; investigação sobre a relação entre a gestão por competências e as políticas de inclusão e ações afirmativas nas organizações públicas, privadas e do terceiro setor; análises sobre o potencial dessas práticas para promover ou dificultar a equidade ao acesso e à permanência no mundo do trabalho.
Juventudes: desafios na contemporaneidade
Sendo a juventude "apenas uma palavra" ou muito mais do que uma palavra, é possível dizer que as juventudes enfrentam grandes e diversificados desafios, também marcados por diferentes desigualdades, na contemporaneidade. Transformações e convulsões sociais, políticas, históricas e culturais em curso, fazem das juventudes um dos grupos particularmente vulneráveis frente a tantas transformações. O presente grupo de trabalho aceitará estudos que estabeleçam reflexões amplas acerca de diferentes temáticas sobre as juventudes no mundo contemporâneo, como aquelas relativas ao antropoceno; uberização e plataformização das relações de trabalho; questões ligadas à saúde, corpo e emoções juvenis; relações de gênero e sexualidade; trabalho e escola. São bem-vindos também trabalhos que busquem um olhar pautado pelos marcadores sociais da diferença e interseccionalidade, bem como aqueles que discutam formas de resistência e ativismos frente às adversidades e desafios do mundo contemporâneo.
Marcadores Sociais da Diferença e Interseccionalidades nas Agendas Globais: Desigualdades e Resistências
Este grupo de trabalho propõe reunir pesquisas sobre as relações entre os marcadores sociais da diferença como: gênero, raça, etnia, classe, território, sexualidade, geração, religião, deficiência etc., pensando suas interseccionalidades. O GT parte do pressuposto de que os desafios globais não podem ser enfrentados de forma eficaz sem uma análise crítica das desigualdades estruturais e sistêmicas. Por meio de diferentes abordagens teóricas e metodológicas, este GT busca fomentar debates sobre como os marcadores sociais da diferença e suas interseccionalidades podem ser pensadas também à luz dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), bem como identificar estratégias de resistência variadas, construção de políticas públicas, práticas comunitárias que confrontam a desigualdade e promovem justiça social.
Pensamento social e político brasileiro
O GT propõe analisar as principais correntes teóricas e autores brasileiros que buscaram explicar a formação e o desenvolvimento do Brasil. O foco recai sobre as tensões entre tradição e modernidade, as raízes das desigualdades e a formação do povo brasileiro.
Políticas habitacionais, planejamento territorial e produção social da moradia
O Grupo de Trabalho tem por objetivo promover o debate sobre políticas habitacionais e planejamento territorial no contexto das transformações urbanas contemporâneas. Busca-se discutir os desafios institucionais, sociais e territoriais relacionados à provisão de moradia digna, à redução das desigualdades socioespaciais e à efetivação do direito à cidade. O GT acolhe trabalhos sobre planejamento urbano e regional, produção social da moradia, déficit e inadequação habitacional, regularização fundiária, participação social, trabalho social em habitação, governança interfederativa, instrumentos urbanísticos, financeirização da habitação e políticas públicas urbanas. Serão especialmente bem-vindas abordagens interdisciplinares e pesquisas empíricas, teóricas ou metodológicas que dialoguem com experiências territoriais, avaliação de políticas públicas, dinâmicas demográficas, produção do espaço urbano e metodologias inovadoras de análise territorial.
Repositórios Digitais e Ciência Aberta: desafios para o futuro brasileiro
O movimento da Ciência Aberta busca ampliar o acesso ao conhecimento científico na sociedade como um todo. Trata-se de movimento global, alinhado aos objetivos da Agenda 2030 da ONU. Os repositórios digitais buscam consolidar o conhecimento de forma a propiciar o acesso ao conhecimento neles depositado, principalmente de material de acesso aberto e não disponível em bases de dados comerciais de grandes editoras. Este GT pretende debater os principais conceitos, ferramentas e práticas relacionadas à temática dos repositórios digitais e sua importância para o movimento da Ciência Aberta. As discussões transitarão entre as áreas de Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia, refletindo sobre o papel, os desafios e as tendências para o futuro desta temática no contexto nacional.
Tecnologias Digitais na Sociedade - GETS
O Grupo de Trabalho "Tecnologias Digitais na Sociedade", organizado pelo GETS, se propõe a investigar os impactos, mediações e transformações causadas pelas tecnologias digitais nos campos da cultura, política e sociedade. De forma interdisciplinar, o GT acolhe trabalhos que explorem interseções entre a tecnologia ou os ambientes e ferramentas digitais com os diferentes aspectos da vida em sociedade, tais como: campanhas e disputas eleitorais; democracia e autoritarismo; redes sociais e sociabilidades; inteligência artificial; plataformização e digitalização; participação cidadã e ativismo online; transformação do trabalho; identidade e subjetividade. Articulando sociologia, antropologia e ciência política, o GT busca explorar as formas pelas quais o digital reconfigura práticas sociais, modos de vida e estruturas de poder na sociedade contemporânea.
Trajetórias econômico-políticas da América Latina contemporânea
A proposta do GT consiste em estabelecer um espaço de interlocução acerca de questões da economia política relativas à história latino-americana (inclusive o Brasil), com enfoque nos séculos XX e XXI, e sobre temas clássicos do debate econômico (formação primário-exportadora, desenvolvimento, industrialização, desigualdade, globalização, neoliberalismo e inserção internacional dependente, por exemplo). Ao optar por uma perspectiva histórica, o intuito é estimular a reflexão sobre permanências e transformações que marcaram os processos econômicos e políticos da América Latina, bem como suas consequências para a atual conjuntura de crise. Com efeito, o objetivo do GT é reunir trabalhos que abordem a trajetória econômica e política do subcontinente no período enfocado para agregar pesquisadores interessados em pensar a região a partir de sua dinâmica própria, mas que analisem essa dinâmica no âmbito do movimento global do capitalismo.
Processos de difusão: múltiplas formas de tratamento da informação e seus efeitos na disseminação de acervos
O presente Grupo de Trabalho se propõe a debater a relação dialógica entre a organização da informação e a difusão cultural de acervos de diferentes naturezas: arquivos, bibliotecas, centros de documentação e museus. Partindo do pressuposto de que existe uma relação entre o ato de reunir, sistematizar, classificar e descrever documentos — muitas vezes reduzido a meros procedimentos técnicos — e a promoção de ações culturais e científicas de extroversão de acervos, busca-se ampliar olhares e conectar estas duas práticas aparentemente distintas.
Educação Legislativa, Cidadania e Fortalecimento Institucional
GT Exclusivamente ONLINEO Grupo de Trabalho acolhe pesquisas, relatos de experiência e resumos expandidos sobre educação legislativa e suas interfaces com formação cidadã, desenvolvimento institucional no setor público e fortalecimento democrático. Serão contemplados estudos sobre Escolas do Legislativo e de Contas e suas subáreas, como letramento político, educação para a cidadania, participação social, transparência pública, inovação pedagógica, comunicação pública, educação midiática, democracia digital, integridade da informação e combate à desinformação. O GT também se abre a análises sobre parcerias institucionais e interinstitucionais com foco na formação de servidores, qualificação de agentes públicos, desenvolvimento de capacidades estatais, produção e avaliação de materiais educativos e ações voltadas à aproximação entre Parlamento, instituições públicas e sociedade civil.
Opinião Pública: teoria, método e análise
O GT Opinião Pública tem como objetivo refletir e analisar trabalhos sobre a temática em suas diversas formas, dispositivos e metodologias. Para tanto, convida as pessoas pesquisadoras a submeter propostas de artigos que abordam teoricamente e apliquem métodos de pesquisa quantitativas (survey), qualitativas (entrevistas de profundidade, grupos focais, segmentadas etc.) e de monitoramento e análise de redes sociais digitais dentro do âmbito da ciência política, sociologia, antropologia, políticas públicas e sociais, economia e áreas correlatas. Análises de conjuntura política e econômica, longitudinal, de intenção de votos, costumes, consumo, cultura, posicionamentos, comportamento e análise de discursos públicos estão entre as temáticas de aderência e interesse das pessoas coordenadoras do GT.
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Escolha o GT e envie seu resumo. Inscrições abertas até 31 de agosto de 2026.
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As Oficinas são espaços práticos e coletivos realizados nos períodos vespertinos dos dias 04, 05 e 06 de novembro (das 16h às 18h). A coordenação pode ter até 3 proponentes. Inscrições abertas até 31/08/2026.
Ementas em breve
As ementas das Oficinas aprovadas serão publicadas após o encerramento do período de submissão (31/08/2026).
Proponha uma Oficina
Submeta sua proposta até 31 de agosto de 2026. Serão aprovadas até 6 oficinas.
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