Grupos de Trabalho

São 15 GTs disponíveis para submissão de resumos. As inscrições estão abertas de 08/06 a 18/09/2026. Cada proposta pode ter até 4 autores(as), de graduandos(as) ao doutorado.

GT 1

Modelos Conceituais, Metadados, Ética e Tecnologias emergentes em Bibliotecas

Os ambientes nos quais os bibliotecários atuam estão mudando o seu papel como profissionais da informação, tanto devido aos avanços tecnológicos, quanto à evolução social que afetam o público e as organizações. Refletir sobre a pesquisa e as práticas catalográficas na era digital e das inteligências artificiais mostra-se necessário para avaliar a adequação e ajustes necessários dos modelos teóricos, normativas e os padrões de metadados implementados no tratamento e organização da informação. Prospectar a pertinência de política catalográfica e sua importância na estrutura dos serviços bibliotecários, incluindo o Código de Ética da Catalogação. Abordar sobre a evolução do RDA/MARC 21/BIBFRAME e/ou ISBD consolidada, no ambiente das bibliotecas modeladas no AACR2/MARC21 e Princípios de Paris. Compreender o potencial da IA generativa e de modelos de linguagem para aprimorar os serviços bibliotecários, em especial a catalogação bibliográfica.

Dr. José Fernando Modesto da Silva
USP
fmodesto@usp.br
Dra. Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli
FESPSP
imaringelli@fespsp.org.br
GT 2

Cidades e movimentos

Os estudos sobre o urbano marcam mais de um século nas Ciências Sociais, desenvolvendo-se a partir de diferentes tradições teóricas e empíricas. A rápida migração do campo para a cidade levou as Ciências Sociais a se abrirem a novas metodologias de pesquisa, capazes de responder às questões emergentes, especialmente na Europa, no início do século XX. No Brasil, a Escola Livre de Sociologia, orientada por pesquisadores da Escola de Chicago, seguiu a tradição dos estudos urbanos empíricos, com atenção a temas como migração, violência, criminalidade e desigualdade. Passado mais de um século, este Grupo de Trabalho propõe uma reflexão sobre o fazer na e sobre as cidades nas Ciências Sociais, a partir das cidades e seus movimentos, considerando desde questões que permanecem atuais, como a desigualdade, até os movimentos insurgentes que desafiam a lógica neoliberal dos grandes centros urbanos.

Dra. Flávia Ayres Loschi
FESPSP
floschi@fespsp.org.br
Dra. Marta de Aguiar Bergamin
FESPSP
mbergamin@fespsp.org.br
GT 3

Ciências Sociais e saúde: diálogos interdisciplinares

O objetivo do grupo é reunir pesquisas que tragam análises sobre os diálogos entre as ciências sociais e o campo da saúde, destacando abordagens interdisciplinares que contribuem para a compreensão dos processos de saúde, cuidado, adoecimento e políticas públicas. Interessa reunir pesquisas que explorem questões como desigualdades sociais em saúde, práticas e saberes dos profissionais, saúde e meio ambiente, experiências de usuários, saúde coletiva, medicalização, gênero, raça, territórios e outros marcadores sociais da diferença. O GT valoriza tanto investigações empíricas quanto teóricas, em diferentes etapas acadêmicas (iniciação científica, TCC, pós-graduação ou outra) incentivando o debate crítico sobre os modos de produzir conhecimento no cruzamento entre sociologia, antropologia, ciência política, comunicação, saúde coletiva e áreas afins.

Dra. Eunice Almeida
USP
eunice.almeida@usp.br
Dra. Stella Christina Schrijnemaekers
FESPSP
schristina@fespsp.org.br
Dra. Natália Negretti
FESPSP
natalia_negretti@yahoo.com.br
GT 4

Estado, desenvolvimento e sustentabilidade

O grupo de estudo propõe uma abordagem interdisciplinar sobre o papel do Estado na formulação de estratégias de desenvolvimento e planejamento econômico. Serão debatidos temas como geopolítica e inserção internacional; desenvolvimento nacional, regional e local; políticas públicas e planejamento estatal; economia política e alternativas ao neoliberalismo; Estado e soberania no século XXI. A agenda inclui ainda as questões sociais e ambientais contemporâneas, inovação, reindustrialização e transição energética, além de experiências com economia criativa, economia popular e solidária. Busca-se articular essas dimensões com a ampliação da participação social e da cidadania, discutindo caminhos para um projeto de desenvolvimento justo, soberano e ambientalmente sustentável.

Dr. Euzébio Jorge Silveira de Sousa
FESPSP
esousa@fespsp.org.br
Me. Fernando Garcia de Faria
FESPSP/USP
garciadefaria@gmail.com
Dra. Bárbara Vallejos Vázquez
Escola Dieese/UNICAMP/UCLM
barbara@dieese.org.br
Me. Leandro Torelli
FESPSP
ltorelli@fespsp.org.br
GT 5

Juventudes: desafios na contemporaneidade

Sendo a juventude "apenas uma palavra" ou muito mais do que uma palavra, é possível dizer que as juventudes enfrentam grandes e diversificados desafios, também marcados por diferentes desigualdades, na contemporaneidade. Transformações e convulsões sociais, políticas, históricas e culturais em curso, fazem das juventudes um dos grupos particularmente vulneráveis frente a tantas transformações. O presente grupo de trabalho aceitará estudos que estabeleçam reflexões amplas acerca de diferentes temáticas sobre as juventudes no mundo contemporâneo, como aquelas relativas ao antropoceno; uberização e plataformização das relações de trabalho; questões ligadas à saúde, corpo e emoções juvenis; relações de gênero e sexualidade; trabalho e escola. São bem-vindos também trabalhos que busquem um olhar pautado pelos marcadores sociais da diferença e interseccionalidade, bem como aqueles que discutam formas de resistência e ativismos frente às adversidades e desafios do mundo contemporâneo.

Dra. Stella Christina Schrijnemaekers
FESPSP
stella2cs@gmail.com
Dra. Régia Cristina Oliveira
USP
rcolira@yahoo.com.br
GT 6

Mundo do Trabalho: Políticas de Inclusão e Ações Afirmativas

O mundo do trabalho tem passado por transformações significativas, impulsionadas por mudanças tecnológicas, sociais e econômicas. Nesse cenário, a gestão por competências socioemocionais, técnicas e críticas têm ganhado destaque como estratégias para potencializar a diversidade, promover a inovação e favorecer a inclusão. No entanto, é necessário analisar criticamente essas práticas, sobretudo no contexto das políticas de inclusão e ações afirmativas, para verificar se estas promovem equidade ou apenas reproduzem desigualdades. Temas abordados neste GT: conceito de competências técnicas, socioemocionais e críticas — origens, aplicações e impactos; investigação sobre a relação entre a gestão por competências e as políticas de inclusão e ações afirmativas nas organizações públicas, privadas e do terceiro setor; análises sobre o potencial dessas práticas para promover ou dificultar a equidade ao acesso e à permanência no mundo do trabalho.

Me. Adriana Maria de Souza
FESPSP
asouza@fespsp.org.br
Dra. Renata Bernardes de Queiroz
FESPSP
rqueiroz@fespsp.org.br
GT 7

Marcadores Sociais da Diferença e Interseccionalidades nas Agendas Globais: Desigualdades e Resistências

Este grupo de trabalho propõe reunir pesquisas sobre as relações entre os marcadores sociais da diferença como: gênero, raça, etnia, classe, território, sexualidade, geração, religião, deficiência etc., pensando suas interseccionalidades. O GT parte do pressuposto de que os desafios globais não podem ser enfrentados de forma eficaz sem uma análise crítica das desigualdades estruturais e sistêmicas. Por meio de diferentes abordagens teóricas e metodológicas, este GT busca fomentar debates sobre como os marcadores sociais da diferença e suas interseccionalidades podem ser pensadas também à luz dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), bem como identificar estratégias de resistência variadas, construção de políticas públicas, práticas comunitárias que confrontam a desigualdade e promovem justiça social.

Dra. Caroline Cotta de Mello Freitas
FESPSP
carolinefreitas@fespsp.org.br
Dr. Vinícius Rodrigues Alvim Amaral
FESPSP
vamaral@fespsp.org.br
Dra. Luciana Pena Morgado
FESPSP
lmorgado@fespsp.org.br
GT 8

Pensamento social e político brasileiro

O GT propõe analisar as principais correntes teóricas e autores brasileiros que buscaram explicar a formação e o desenvolvimento do Brasil. O foco recai sobre as tensões entre tradição e modernidade, as raízes das desigualdades e a formação do povo brasileiro.

Dr. Paulo Niccoli Ramirez
FESPSP
pramirez@fespsp.org.br
Me. Weslei Pinheiro Maciel
FESPSP
wesleipinheiro@fespsp.org.br
GT 9

Políticas habitacionais, planejamento territorial e produção social da moradia

O Grupo de Trabalho tem por objetivo promover o debate sobre políticas habitacionais e planejamento territorial no contexto das transformações urbanas contemporâneas. Busca-se discutir os desafios institucionais, sociais e territoriais relacionados à provisão de moradia digna, à redução das desigualdades socioespaciais e à efetivação do direito à cidade. O GT acolhe trabalhos sobre planejamento urbano e regional, produção social da moradia, déficit e inadequação habitacional, regularização fundiária, participação social, trabalho social em habitação, governança interfederativa, instrumentos urbanísticos, financeirização da habitação e políticas públicas urbanas. Serão especialmente bem-vindas abordagens interdisciplinares e pesquisas empíricas, teóricas ou metodológicas que dialoguem com experiências territoriais, avaliação de políticas públicas, dinâmicas demográficas, produção do espaço urbano e metodologias inovadoras de análise territorial.

Dr. Tiago Augusto da Cunha
tiagoaugustodacunha@gmail.com
Dr. Paulo Silvino Ribeiro
FESPSP
paulo.silvino@fespsp.org.br
Dra. Tatiane Ferreira Olivatto
UFSCar
tatianeolivatto@ufscar.br
GT 10

Repositórios Digitais e Ciência Aberta: desafios para o futuro brasileiro

O movimento da Ciência Aberta busca ampliar o acesso ao conhecimento científico na sociedade como um todo. Trata-se de movimento global, alinhado aos objetivos da Agenda 2030 da ONU. Os repositórios digitais buscam consolidar o conhecimento de forma a propiciar o acesso ao conhecimento neles depositado, principalmente de material de acesso aberto e não disponível em bases de dados comerciais de grandes editoras. Este GT pretende debater os principais conceitos, ferramentas e práticas relacionadas à temática dos repositórios digitais e sua importância para o movimento da Ciência Aberta. As discussões transitarão entre as áreas de Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia, refletindo sobre o papel, os desafios e as tendências para o futuro desta temática no contexto nacional.

Dra. Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli
FESPSP
imaringelli@fespsp.org.br
Esp. Wellington Ferreira Rodrigues
FESPSP
wellferreira@fespsp.org.br
Esp. Cecília Machado
FESPSP
cmachado@fespsp.org.br
GT 11

Tecnologias Digitais na Sociedade - GETS

O Grupo de Trabalho "Tecnologias Digitais na Sociedade", organizado pelo GETS, se propõe a investigar os impactos, mediações e transformações causadas pelas tecnologias digitais nos campos da cultura, política e sociedade. De forma interdisciplinar, o GT acolhe trabalhos que explorem interseções entre a tecnologia ou os ambientes e ferramentas digitais com os diferentes aspectos da vida em sociedade, tais como: campanhas e disputas eleitorais; democracia e autoritarismo; redes sociais e sociabilidades; inteligência artificial; plataformização e digitalização; participação cidadã e ativismo online; transformação do trabalho; identidade e subjetividade. Articulando sociologia, antropologia e ciência política, o GT busca explorar as formas pelas quais o digital reconfigura práticas sociais, modos de vida e estruturas de poder na sociedade contemporânea.

Dra. Tathiana Senne Chicarino
FESPSP
tschicarino@fespsp.org.br
MBA Matheus de Oliveira Barreto
FESPSP
matbarreto91@gmail.com
Me. Desirèe Luíse Lopes Conceição
FESPSP
dconceicao@fespsp.org.br
GT 12

Trajetórias econômico-políticas da América Latina contemporânea

A proposta do GT consiste em estabelecer um espaço de interlocução acerca de questões da economia política relativas à história latino-americana (inclusive o Brasil), com enfoque nos séculos XX e XXI, e sobre temas clássicos do debate econômico (formação primário-exportadora, desenvolvimento, industrialização, desigualdade, globalização, neoliberalismo e inserção internacional dependente, por exemplo). Ao optar por uma perspectiva histórica, o intuito é estimular a reflexão sobre permanências e transformações que marcaram os processos econômicos e políticos da América Latina, bem como suas consequências para a atual conjuntura de crise. Com efeito, o objetivo do GT é reunir trabalhos que abordem a trajetória econômica e política do subcontinente no período enfocado para agregar pesquisadores interessados em pensar a região a partir de sua dinâmica própria, mas que analisem essa dinâmica no âmbito do movimento global do capitalismo.

Dr. Ricardo Neves Streich
FESPSP
ricardostreich@gmail.com
Me. Leandro Salman Torelli
FESPSP
ltorelli@fespsp.org.br
Me. Amanda Walter Caporrino
USP
amandacaporrino@yahoo.com.br
GT 13

Processos de difusão: múltiplas formas de tratamento da informação e seus efeitos na disseminação de acervos

O presente Grupo de Trabalho se propõe a debater a relação dialógica entre a organização da informação e a difusão cultural de acervos de diferentes naturezas: arquivos, bibliotecas, centros de documentação e museus. Partindo do pressuposto de que existe uma relação entre o ato de reunir, sistematizar, classificar e descrever documentos — muitas vezes reduzido a meros procedimentos técnicos — e a promoção de ações culturais e científicas de extroversão de acervos, busca-se ampliar olhares e conectar estas duas práticas aparentemente distintas.

Dra. Simone Silva Fernandes
sissijoshua@gmail.com
Me. Bruna Provazi
provazibruna@gmail.com
GT 14

Educação Legislativa, Cidadania e Fortalecimento Institucional

GT Exclusivamente ONLINE

O Grupo de Trabalho acolhe pesquisas, relatos de experiência e resumos expandidos sobre educação legislativa e suas interfaces com formação cidadã, desenvolvimento institucional no setor público e fortalecimento democrático. Serão contemplados estudos sobre Escolas do Legislativo e de Contas e suas subáreas, como letramento político, educação para a cidadania, participação social, transparência pública, inovação pedagógica, comunicação pública, educação midiática, democracia digital, integridade da informação e combate à desinformação. O GT também se abre a análises sobre parcerias institucionais e interinstitucionais com foco na formação de servidores, qualificação de agentes públicos, desenvolvimento de capacidades estatais, produção e avaliação de materiais educativos e ações voltadas à aproximação entre Parlamento, instituições públicas e sociedade civil.

Me. Paulo Rodrigues Pantoja Júnior
Escola do Parlamento
pauladajunior@gmail.com
Dra. Mércia Alves
CEBRAP / FESPSP
merciaallves@gmail.com
GT 15

Opinião Pública: teoria, método e análise

O GT Opinião Pública tem como objetivo refletir e analisar trabalhos sobre a temática em suas diversas formas, dispositivos e metodologias. Para tanto, convida as pessoas pesquisadoras a submeter propostas de artigos que abordam teoricamente e apliquem métodos de pesquisa quantitativas (survey), qualitativas (entrevistas de profundidade, grupos focais, segmentadas etc.) e de monitoramento e análise de redes sociais digitais dentro do âmbito da ciência política, sociologia, antropologia, políticas públicas e sociais, economia e áreas correlatas. Análises de conjuntura política e econômica, longitudinal, de intenção de votos, costumes, consumo, cultura, posicionamentos, comportamento e análise de discursos públicos estão entre as temáticas de aderência e interesse das pessoas coordenadoras do GT.

Dr. Paulo Roberto Elias de Souza
UFABC/FESPSP
pelias@fespsp.org.br
Dr. Jairo Tadeu Pires Pimentel Junior
USP
jairo.pimentel@gmail.com
Doutorando Douglas Machado Simão
UNIFESP/FESPSP
dsimao@fespsp.org.br

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Oficinas do Seminário

As Oficinas são espaços práticos e coletivos realizados nos períodos vespertinos dos dias 04, 05 e 06 de novembro (das 16h às 18h), nas dependências da FESPSP. São 11 oficinas temáticas abertas à participação de pesquisadores de todos os níveis.

Oficina 1

A cidade também lê

A Cidade Também Lê é uma oficina interdisciplinar que propõe compreender a cidade como um espaço de produção e disputa de narrativas. A partir da observação de placas, grafites, pichações, propagandas, cartazes e outros elementos urbanos, os participantes serão convidados a refletir sobre quem pode falar, quem é ouvido e quais vozes permanecem invisibilizadas no espaço público. Em seguida, transformarão suas percepções em poemas, frases, desenhos, microcontos e outras produções, que formarão coletivamente o painel "A Cidade que a Gente Quer Ler". A proposta aproxima literatura, arte urbana e cidadania, estimulando a leitura crítica do cotidiano e a participação dos jovens na construção simbólica dos espaços que habitam.

Proponente

  • Bianca de Souza Mendes — FESPSP
Oficina 2

Acessibilidade no atendimento ao público: práticas atitudinais

A oficina tem por objetivo aprimorar o atendimento a pessoas com deficiência, oferecendo informações que valorizem práticas atitudinais. A oficina apresentará conceitos e contará com práticas e orientações de atendimento.

Proponentes

  • Me. Aline Barbosa Petelin — Biblioteca Mário de Andrade
  • Esp. Gabrielle Silva Carvalho — Biblioteca Mário de Andrade
Oficina 3

Catalogação Descritiva Contemporânea: do AACR2 ao RDA/MARC21 Bibliográfico/BIBFRAME

A oficina desenvolve um panorama evolutivo da catalogação descritiva a partir do século 19 aos novos princípios internacionais de catalogação e os modelos conceituais (FRBR/LRM) atuais; bem como a sua assimilação pelo RDA/MARC21 bibliográfico para aplicação na representação. Destaque às Entidades e Relacionamentos e respectivos atributos que reconfiguram a descrição e se submetem às tarefas dos usuários. Além de fornecer uma percepção da codificação dos registros no MARC 21 Bibliográfico, apresenta-se uma introdução ao BIBFRAME.

Proponentes

  • Dr. José Fernando Modesto da Silva — USP
  • Dra. Isabel Ayres — FESPSP
Oficina 4

Corpo-palavra: Escrita em fluxo

A oficina propõe uma conversa sobre a não separação entre corpo e palavra, partindo da compreensão de que a linguagem não é fixa ou neutra, mas uma construção que pode ser deslocada, reinventada e ampliada. A partir de provocações sobre linguagem, poesia e corpo, a oficina propõe pensar a escrita como uma prática que não está separada da vida. Nesse sentido, será utilizada a noção de escrevivência, de Conceição Evaristo, como uma das referências para pensar escritas dissidentes e as relações entre experiência, memória, corpo e linguagem.

Proponente

  • Irê Casarin — FESPSP
Oficina 5

Da miscigenânsia às ações transformadoras

Em oficina participativa será feita uma rodada de apresentações breves, com acolhimento e partilha. Os participantes iniciarão escritas particulares de memórias individuais com o objetivo de compreender pertencimentos e trabalhar ânsias identitárias. Após, será realizada dinâmica de grupo com símbolos adinkras e artes indígenas e breve reflexão sobre o conceito de Miscigenânsia (Vieira, 2025) e da Agência radical-transformadora (Stetsenko, 2023). Por fim, haverá roda de escuta e debates sobre construção coletiva de ações antirracistas.

Proponentes

  • Me. Maria Cilene Lucas Vieira — PUC
  • Jéssica Lucas Vieira Campos — USP
Oficina 6

Jornalismo internacional na diplomacia da Guerra Fria: fontes e métodos

Esta oficina propõe uma aproximação metodológica sobre as distintas fontes e formas de estudar o papel definidor que o jornalismo internacional teve sobre a diplomacia do período da Guerra Fria tardia. Apresenta-se como a figura do correspondente internacional atuou sobre a práxis jornalística naquele período, utilizando como ambiente de estudo a América Latina e sua relação com a política externa dos Estados Unidos. Ambiciona-se ampliar a base teórica para estudos deste tipo de fonte documental e apresentar uma interpretação benjaminiana do papel destes profissionais, demonstrando também como a mídia internacional serviu de termômetro moral em distintos momentos para as políticas externas das ditaduras do Cone Sul.

Proponente

  • Dr. Daniel Azevedo Muñoz — USP
Oficina 7

Linguagem Simples na Comunicação da Pesquisa Científica à Sociedade

Grande parte da produção científica brasileira é inacessível ao público não especializado, o que demonstra uma distância entre universidade e sociedade, comprometendo o impacto social da pesquisa. A oficina apresenta os princípios e diretrizes da Linguagem Simples (Plain Language) como ferramenta metodológica para tradução e adaptação de resultados científicos em formatos compreensíveis, sem perda de rigor técnico. Serão abordados: fundamentos e evidências internacionais sobre linguagem simples e acesso à informação; técnicas de reescrita de resumos, títulos e comunicados científicos; e critérios de avaliação de clareza textual. A sessão combina exposição teórica breve com exercício prático de reescrita, com devolutiva coletiva.

Proponente

  • Me. Natália Marques Andrade — USP
Oficina 8

Neuropolítica na Prática

A oficina apresenta os fundamentos da neuropolítica e sua aplicação na compreensão do comportamento eleitoral. Serão abordados conceitos de neurociência aplicada à política, com foco em como processos não conscientes influenciam percepções sobre candidatos, lideranças e mensagens políticas. Os participantes conhecerão técnicas de neurometria, especialmente o uso de eletroencefalografia (EEG), para mensurar atenção, engajamento emocional, aproximação e rejeição. A atividade incluirá a apresentação de estudos de caso realizados no Brasil, demonstrando como indicadores neurofisiológicos podem complementar pesquisas de opinião tradicionais. Ao final, os participantes serão capazes de compreender os principais métodos da área, interpretar resultados e discutir suas contribuições, limitações e implicações éticas para a democracia.

Proponente

  • Dr. Airton Rodrigues — NENC
Oficina 9

População em Situação de Rua e o Centro de São Paulo: Construindo uma Rede de Cuidados

A oficina propõe uma reflexão coletiva sobre a população em situação de rua a partir das dinâmicas do centro de São Paulo, compreendendo-a como um grupo heterogêneo que ocupa logradouros públicos e serviços de acolhimento e estabelece diferentes relações com o território e com as políticas públicas. Destinada a estudantes, pesquisadores e profissionais que atuam com essa população, a atividade abordará as redes de proteção social, saúde, habitação, trabalho e renda, seus limites, articulações e possibilidades. A partir de elementos da etnografia urbana e das experiências dos participantes, serão discutidos os fluxos entre serviços, as barreiras de acesso e permanência e os desafios da intersetorialidade. Ao final, os participantes construirão coletivamente um mapa da rede de cuidados, identificando atores, conexões, lacunas e possibilidades de articulação no território.

Proponente

  • Esp. Aline Oliveira — FGV (Mestrado Profissional em Gestão e Políticas Públicas)
Oficina 10

Playtest aberto do boardgame L'a Guerri

Esta oficina tem como objetivo realizar o playtest externo de um boardgame em desenvolvimento, proporcionando aos participantes a oportunidade de conhecer, experimentar e contribuir ativamente para o aprimoramento do projeto. Durante o encontro, serão apresentadas a narrativa, as mecânicas, os objetivos e os principais elementos do jogo, seguidos de uma sessão prática de teste. O playtest é uma etapa fundamental do processo de desenvolvimento de jogos, na qual os participantes experimentam uma versão ainda em construção para avaliar aspectos como clareza das regras, equilíbrio, ritmo, dificuldade, engajamento e experiência geral. Ao final da sessão, os participantes serão convidados a compartilhar percepções, sugestões e feedbacks, contribuindo para a identificação de pontos fortes e oportunidades de melhoria.

Proponente

  • Stella Jovelli Dias — Centro Universitário Belas Artes de São Paulo
Oficina 11

Sistemas de Informação da Atenção Primária em Saúde e metodologia de levantamento de dados sobre alocação de recursos

Essa Oficina pretende apresentar os diferentes Sistemas de Informação da APS (Atenção Primária à Saúde) e como obter informações sobre alocação de recursos para os municípios brasileiros.

Proponentes

  • Dra. Mariana Alves Melo — Instituto Walter Leser / FESPSP
  • Dra. Aparecida Pimenta — Instituto Walter Leser / FESPSP

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São 11 oficinas temáticas abertas à participação. Inscrições abertas até 21 de outubro de 2026.

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